Ariel, a sereiazinha mais conhecida e rodada de Saco da Maresia resolveu dar uma de humana, mas como ela era dotada de um baita rabão de peixe, teve que procurar a mãe Dinah para ela fazer um trabalhinho arretado e dar a ela umas perninhas.
Trabalhinho feito, perninhas em dia, a bela ruiva veio pro Brasil em busca de novas aventuras.
Passeando pela famosa praia das Princesinhas, esbarrou num garotão todo sarado, fortinho mermo, e ele diante daquelas madeixas ruivas e daqueles pezinhos perfeitos, pintadinhos com lindas francesinhas (com legítimo esmalte impala), pisando naquela areia poluída de Copa, se apaixonou fulminantemente.
O podão pensou: …que gata e que pezinho, ai que tesão, brô!
O garotão se aproximou e começou um papo: – Gata, tú é linda, mô sereia, só sei que você não é uma de verdade por causa dessas duas jóias que você traz no fim das suas pernas, que pezinhos tdb!
- Nossa como você é esperto – riu por dentro, a peixica – e bonito (com jeito de ser gostoso).
- Pow gata, deixa eu pegar no seu pezinho deixa?
- Pegar no pezinho???
- É gata eu sou o surfistapodo e parei na tua, mas para eu saber se rola na vera, preciso antes pegar no seu pezinho.
- Então tá então – respondeu ela, pensando que ele ia começar pelo pezinho e depois iria subir.
Já apaixonado o surfistapodo, com seu corpo moreno e sarado, se ajoelhou e tirou a areia daqueles pezinhos macios, caindo de boca.
Na hora ele sentiu um gosto muito salgado, que atribui a areia. Ariel sentiu um pouco de cócegas, mas logo começa a sentir tesão. O clima esquentou e eles resolvem sair dali. Acabaram num motelzinho gostosinho das proximidades e se entregaram a uma deliciosa tarde de sexo, tesão e sacanagem.
É bem verdade que Ariel achou que ele perdeu muito tempo nos pés e pouco na xana, mas achou que ele tava era tímido. O Podico também achou a ruiva muito salgadinha e com um cheirinho, que apesar de conhecido não era dos melhores, mas achou que era só porque a gata tinha passado a manhã na praia.
Exaustos e saciados, os pombinhos se despediram, trocando MSN, mas como o tesão e a paixão eram grandes, passaram a madrugada toda na frente do computador trocando juras de amor e claro falando algumas boas putarias. Adormeceram as 5 da matina com a cabeça rodando, o peito explodindo, o pau duro e a xana babosa.
As 10, o celular (Sony Ericson a prova d’água) da princesinha começou a tocar desesperadamente: era o Linguado dizendo que Tritão entrou em depressão profunda e estava até pensando em virar uma peixada para sexta-feira santa.
Ariel, abaladérrima, resolve impedir o suicídio paterno e num arroubo liga pro love resolvendo abrir, mais ou menos o jogo!
- Não consigo pensar em outra coisa que não seja você, gatooooo!
- Gata eu também sonhei com os seus pés, que loucura.
- Sabe Podoamado, eu não estou ficando mais nova e graças a Deus meu pai é super rico, ele é dono de um reino e lá nós poderíamos ser felizes para sempre!
- Gata – falou o podico já pensando na sua falta de emprego, na dificuldade de pagar as contas e claro naqueles pezinhos macios- o que você está me propondo, gotosa?
- Amoreco (vai ser burro assim na casa do cacete), casamento amorzinho, happily ever after, e vida boa para nós.
- Gata tô dentro – com sorrisinho no canto da boca.
A pedido da princesa, Linguado organizou um baita lual na prainha e eles casaram. Muitos convidados, amigos do podão e poucos parentes de Ariel (que ficaram a festa toda, na sombra, com os pés dentro de uma piscininha toni e com as pernocas cobertas com uma canga do biscoito Globo). O surfistapodo ficou meio bolado, mas como a cerva era Skoll (redonda e geladíssima), ele encheu a fuça de loirinha, feliz bagaraio e tomou todas, mas todas mesmo.
No fim da festa os convidados do podinho, sartaram fora e ele ficou chapado em uma cadeira reclinável. Com a ajuda do Linguado, a princesinha deu um engove pro boyzinho e arrastou o bebum pro fundo do mar.
Chegando em casa, o trabalhinho de mãe Dinah é desfeito e a princesa voltou a ter seu rabão de peixe.
Cedinho, no dia seguinte, o principepodo acordou, nauseado e sentindo um cheiro horrível de peixe (que ele só gostava frito e à milanesa), mas vendo a belezura da mulher deitadinha e coberta com magavilhosos lençóis de seda marfim tailandeses, resolve partir pru atake.
- GAAAAATA, que porra é essa? Tira a merda dessa fantasia que eu quero é pezinhos.
- Amorrrrrr, fala Ariel acordando, dá para tirar não. Eu sou uma sereia.
- Cooooomo? Sereia é o caralho, para com essa merda e me dá o pezinho, e aproveita e toma um banho que tá foda o cheiro de peixe aqui.
- Amorzinho – rindo de chorar – esse cheirinho é meu amor, olha que rabão lindo que eu tenho e meus peitões: Vem cá mamar um pouquinho neles!
- Tá maluca eu vou é vazar daqui agora.
- Príncipepodo, nós acabamos de casar!
- Tô fora peixuda, nem a milanesa eu te como! Olha eu até curto um chulézinho, mas esse futum de bagre e ainda por cima sem pé, eu tô out. Arranja outro otário, sardinha fdp!
Nosso podo voltou para os mares de Copacabana e está surfando as mesmas ondas até hoje e nossa princesa que ficou triste por um tempo, pensou melhor e viu que foi um bom negócio porque ela num ia agüentar a burrice do podão, mesmo.

Eu repito Senhor: “Sou uma puta, uma puta rampeira!!! Não pára Senhor, me arranha e me abre toda!!!”







